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VAIDADE

 

Quanta gente, de vaidade, incha

Com os elogios de um cupincha!

É preciso que nos acautelemos contra a nossa vaidade. Ela pode ser seduzida quando provocada.

A vaidade é um prazer psicológico, provocado pela carícia do elogio.

Vaidade é erotismo intelectual, sensualidade do espírito, escravização do homem às seduções do aplauso.

O vaidoso é submisso ao bajulador, porque este o leva à excitação narcisística e ao orgasmo intelectual.

 

Há um tipo de vaidoso que redige o seu epitáfio.

 

O vaidoso não gosta de ser tido por vaidoso. A modéstia é o seu disfarce preferido.

O vaidoso também diz: não importa o que sou por fora, mas o que sou por dentro. Ele quer mostrar o seu valor, mesmo que este seja invisível.

 

Nada mais fere um vaidoso do que o desprezo, o ridículo e a indiferença.

As pessoas exageradamente vaidosas sofrem de incurável miopia: não conseguem perceber além de si mesmas.

A vaidade tem a sua utilidade: desenvolve a auto-estima. É seu excesso que causa aborrecimento nos outros.

 Quem pensa ou diz que é o mais humilde dos seres humanos, é, por certo, a mais vaidosa de todas as pessoas.

      A vaidade é sempre sincera. A modéstia, nem sempre.

Ninguém se finge de vaidoso. E há os que se envaidecem de sua própria vaidade.