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UNIVERSO
Nascemos de uma explosão:
Cansado de eternidade,
A Terra vai em direção a Vega.
O que fazemos no mundo?
Tem o universo memória de todos os seres mortos desde o início da vida?
Quem guardará a memória daqueles que já morreram se o recordante é mortal?
Que testemunha imortal lembrará todos os mortos?
Na pulsação do universo
Uma folha que cai
Nada há que segurar.
O mundo é feito por nós.
O mundo é o que tecemos
Por causa dos nossos olhos
Há muitos mundos possíveis.
Há mais mistérios na mente
Se somos uma organização consciente de si mesma e, portanto, um quem e não um simples como, por que o universo, sendo uma organização, é apenas um imenso como sem quem?
Se o nosso planeta é um ser vivo, ele procura sempre o seu auto-equilíbrio e, em virtude disso, causa sofrimento aos seres vivos, inclusive ao ser humano. Afinal, por que este deveria ser a exceção? Por nos julgarmos uma espécie superior, não nos conformamos como esse tratamento igualitário e acreditamos que a natureza é impiedosa, ou que Deus nos castiga pelos nossos pecados, quando somos vítimas de catástrofes. Não somos melhores do que os demais seres vivos e nem o mundo foi feito para nós. Enquanto mantivermos esse antropomorfismo, jamais poderemos entender que a Terra, para manter o seu equilíbrio, sacrificará vidas para recriá-las, de uma forma ou de outra, assim que isso lhe seja necessário.
Algo infinitamente pequeno e infinitamente denso a que se chamou de singularidade existia no infinito nada, o qual não era infinito, porque existia algo. Então este algo explodiu ninguém sabe por que e como. E nem também quando, pois o tempo passou a existir depois da explosão. Dizer que o tempo existiu depois é uma contradição, pois depois também é tempo. Antes e depois são tempo: logo, não há antes e depois do tempo. E se não existia o tempo, o que era este algo sem tempo? Era o espaço infinitamente contraído e denso e que gerou o tempo ao explodir? Então, este algo que era espaço compacto explodiu no vazio e começou a se expandir em partículas e vazio no infinito vazio e ninguém sabe quando parará esta expansão. E se nunca parar? Esta é uma hipótese científica ou uma metafísica que obteve status de cientificidade?
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