ROTINA
Que a rotina seja apenas um modo de fazer, nunca de pensar, porque o pensar é que muda a rotina, e mudar a rotina de fazer é descobrir que há sempre novos modos de fazer.
As rotinas são necessárias enquanto funcionam. São programas de ações para facilitar o funcionamento de atividades intelectuais, físicas e sociais. Mas se tornam grilhões, quando impedem a criatividade intelectual e o desempenho social no enfrentamento de novos desafios resultantes do processo das mudanças.
Até mesmo o que foi, um dia, criativo se transformará, mais cedo ou mais tarde, em rotina.
A pior das rotinas é a rotina mental.
Só há rotinas para quem não sabe descobrir as nuances do novo na aparência uniforme do habitual.
A alegria de cada dia, em doses homeopáticas, cura a enfermidade da rotina.
A rotina afeta a percepção do mundo. As coisas são vistas como foram, não como são agora. Somos máquinas que andam, emoções e pensamentos repetitivos.
Quebrar a rotina periodicamente é uma forma de se experimentar a sensação de liberdade. A rotina é o nosso modo seguro, embora inconsciente, de funcionar nas situações habituais da vida. As experiências novas nos dão a consciência de que não somos uma máquina de carne. A criatividade resulta da ruptura da nossa atividade habitual.