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POLÍTICA

 

Quase todos os políticos

Em moral são paralíticos.

 

A política não é ciência, é arte: a arte de mentir. Nada do que um político diz é confiável.

Cada vez mais os políticos se aprimoram no exercício de sua arte.

 

A política delira

No lupanar da mentira.

 

Na política, a sinceridade é um defeito grave.

 

O político é promíscuo. Para eleger-se, relaciona-se com qualquer tipo de pessoa.

 

Nada há de mais ridículo do que político em época de eleição.

 

Produtores de podridão

É que os políticos são.

 

Seja qual for o regime político de um país, a verdade é o que é conveniente ao

grupo dominante.

 

O verdadeiro objetivo de cada partido é o poder. O resto é detalhe.

 

São mestres do estardalhaço

O político e o palhaço.

 

O cúmulo da fé: acreditar em políticos.

 

Povo despolitizado, comporta-se como gado.

 

A democracia será sempre uma utopia enquanto o povo não tiver
consciência política. Ele é presa fácil para qualquer tipo de ditadura explícita ou
disfarçada.

 

Em política tem cacife

Quem for o melhor patife.

 

Os ditadores, em geral, são populistas e sedutores. Eles encantam as
pessoas, mesmo alguns intelectuais e artistas, pelo seu delírio
arrebatador e pela
sua megalomania extrema.

 

Não há governos transparentes. Nos regimes democráticos, são translúcidos. Nas
ditaduras, são opacos.

 

O Estado é uma ficção. Os povos são governados por pessoas que, de um modo ou de outro, chegaram ao poder. Para validar o seu poder, elas se dizem representantes de Deus ou representantes do povo.

 

Todo ditador é um megalomaníaco. Julga-se um Messias político. Alguns são paranóicos e enxergam inimigos em toda parte. Até os seus aliados mais próximos estão sob suspeita. Governa pelo medo que impõe às pessoas e manda eliminar quantas forem necessárias para exibir a força do seu poder. Torna-se adorado pelo povo mediante manipulação da mídia. Acusa seus opositores de inimigos do povo e se diz ameaçado por eles. Inventa atentados para punir os adversários e os classifica como inimigos da pátria. Proclama ser o pai dos pobres, mas se faz amigo dos ricos e deles se utiliza para seus propósitos.

 

Há ditadores cultos, ignorantes, brutais, populistas, reservados, falantes. Prometem ou o que não podem ou que não querem cumprir, e culpa os adversários pela não realização do prometido. Corruptores, são cercados por uma alcateia de corruptos. E todos enriquecem à surdina ou ostensivamente. Há corruptos que têm o dom da invisibilidade e, quando descobertos, fazem o papel de vítimas. Há, porém, os corruptos debochados, que se vangloriam de sua capacidade de ilusionistas, proclamando os seus atos ilícitos como algo natural e aceitável. Os tesouros da corrupção estão a salvo do conhecimento do povo e geralmente inacessíveis à investigação da justiça.

 

A quadrilha de governos aparentemente democráticos ou ostensivamente tirânicos está ligada a outras quadrilhas e elas permutam benefícios recíprocos. É um acordo secreto e dificilmente investigado por parte da imprensa que não foi subornada pelo tirano. As verdades oficiais não são contestadas e o povo desinformado e despolitizado acredita nelas.

 

A corrupção, em muitos casos, é a alma do poder, notadamente na política. A sociedade apodrece moralmente e as pessoas, gradualmente, passam a não mais sentir o cheiro da podridão. Esta perda olfativa da ética faz com que elas achem natural conviver com a podridão e dela tirar o maior proveito possível.

 

O ditador é um camaleão e sua cor depende do tipo de regime em que vive, seja democrático ou não. Por isso, o povo não percebe a diferença quando se trata de um tirano na democracia.

 

Cada povo tem o governo que merece. Expressão inadequada. Em um regime
democrático, é a maioria que tem o governo que merece.

 

Exemplo de fé cega; acreditar em políticos.

 

Os governantes mentem. Principalmente os ditadores.

 

Na democracia, na monarquia e em qualquer forma de ditadura, não existe
governo. Governo é uma abstração. Há governantes e seus
auxiliares, pessoas
físicas, que, às vezes, governam com competência, pouco importando que sejam da
direita ou da esquerda. Honestidade e competência não têm partido.

 

A alternância do poder significa, na prática, a substituição de uma raposa por
outra na guarda do galinheiro. O pretexto político é sempre o mesmo: melhorar a
vida do galinheiro.

 

As pessoas comuns mentem amadoristicamente. Os políticos, ao contrários, são os
profissionais da mentira.

 

Enquanto o povo for rebanho, não haverá democracia, mas despotismo disfarçado.


Há governos, ditos democráticos, que são lobos sob a pele de cordeiro.