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LIBERDADE

 

 

O grau de liberdade de uma pessoa se mede pela quantidade de escolhas possíveis. Porém, o excesso de escolhas pode torná-la insegura e confusa.

 

                                                                                                Quanto mais livre somos, mais os escravos nos odeiam.

 

Quanto menos desejamos, mais livres somos.

 

Paradoxalmente, quanto mais somos livres e temos, cada vez, mais opções, sentimos aumentar a insegurança em nossas escolhas.

A liberdade, quanto maior, nos desconcerta.

 

Somos mais livres quando nos sentimos desnecessários, mesmo ajudando os outros.

 

Quem se acostumou à tirania, perdeu a noção de liberdade.

 

Afinal, quem é livre dos outros?

 

 

A liberdade real é o desapego à segurança.

 

 

Não se obrigar a se obrigar.

Não se obrigar a não se obrigar.

 

 

Livre pensador é aquele que está livre até de suas próprias idéias.

 

 

O apego é a maior escravidão.

Aquele que se apega, renunciou ao direito de liberdade.

 

 

Há duas formas de escravidão: a escravidão às coisas e a escravidão às idéias.

 

 

Pregamos o desapego aos bens materiais, mas permanecemos apegados aos livros e às idéias.

Apenas trocamos um apego pelo outro.

Ou melhor: trocamos um apego que classificamos de inferior por outro que chamamos de superior, porque essa forma de apego gratifica a nossa vaidade.

 

 

Odeia-se aquele que é livre,

porque perturba o descanso

das pessoas rotineiras.

 

O louco é insuportável,

porque vive perdido

na liberdade total

 

 

Uma forma sutil de escravidão: a opinião dos outros.

 

Renunciar não é privar-se das coisas, mas desapegar-se delas.

 

 

O máximo de liberdade

ocorre na solidão.

A liberdade menor

é partilhada com os outros.

Mas, sem eles de que serve

a máxima liberdade

estéril da solidão?

 

 

 

Quem escraviza, precisa de escravos.
E se precisa de escravos, é porque não alcançou a liberdade.

 

 

O livre-pensador é visto como um perigoso inimigo do rebanho humano.

 

 

 

Todos vigiam e são vigiados.

Eis o que é segurança.

 

E a liberdade?

 

 

 

Liberdade é mover-se

em todas as direções...

 

Onde estão as direções?!

 

 

Liberdade é a possibilidade de exercer a nossa vontade em cada situação concreta. O grau de liberdade varia de indivíduo a indivíduo, e de sociedade a sociedade.

 

 

O ser humano mais livre é aquele que depende o menos possível dos outros.

 

 

 

A afirmativa de que ninguém é livre é tão insustentável como a esperança de uma liberdade absoluta. Por mais oprimidos que estejamos, há sempre uma parcela, por menor que seja, para o exercício de nossa vontade.

 

 

O livre-arbítrio é um falso problema. Somos livres, embora a nossa liberdade seja limitada por fatores externos e condicionamentos internos. Somos livres até para nos suicidar. Exercitamos todos os dias a nossa liberdade em maior ou menor grau, segundo as circunstâncias.

 

 

         

   A libertação é um processo permanente: estamos sempre nos libertando daquilo que não mais nos serve.

 

 

           A liberdade é como a respiração que dela sentimos falta quando nos sufocamos.

 

A nossa liberdade interior nos permite ver, com lucidez, as limitações de nossa liberdade exterior. A mera liberdade exterior não nos permite ver o limite dessa liberdade, porque, interiormente, não nos libertamos das ilusões e dos condicionamentos que a nossa cultura nos introjetou.

 

            Somos livres porque podemos fazer o que não queremos e não fazer o que queremos.

 

A forma patológica da liberdade é a liberdade sem responsabilidade.

 

Quem se sente livre, não pensa em liberdade.

 

Quanto mais nos obrigamos, mais diminuímos o espaço da nossa liberdade.

 

Quando somos livres, não há vitórias e derrotas, mas experiências.

 

O livre-pensador é visto como um perigoso inimigo do rebanho humano.

 

A liberdade é o instante que antecede as decisões, e morre no decidido.

 

        A liberdade, para muitas pessoas é desorientadora, porque não sabem lidar com ela. Só a rotina as protege.

 

Não há liberdade total, mas a maior liberdade possível dentro de uma determinada sociedade.