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IDÉIAS

       

            Vivemos de idéias e, algumas vezes, morremos por causa delas.

 

            Há idéias que amamos como a nós mesmos.

 

Os homens nada mais são do que veículos das idéias. São elas que dominam o mundo, não as pessoas. Quanto mais poderosas são, maior o seu poder de contaminação. Não há vacinas contra elas, e a cura é quase impossível.

 

As idéias, como seres virtuais, têm uma duração indeterminada. Povos e seres humanos são seus veículos de manifestação. Ora se tornam dominantes, ora recessivas, segundos os tempos e os lugares.

 

     A seleção, uma das leis fundamentais da natureza, também opera no mundo das idéias.

 

     Existem os idólatras e os ideólatras. Ambos são fanáticos perigosos.

 

As idéias não são nossas: elas nos acontecem. Não as possuímos: elas nos possuem. Não as descobrimos: elas nos descobrem. Ninguém as rouba de nós, porque elas não têm dono. Os seus iludidos proprietários morrem: elas atravessam séculos. Seja para o bem ou para o mal, não podemos viver sem elas.

 

É insensato matar ou matar-se por causa de idéias. Elas viverão séculos e até milênios através de inúmeras gerações de pessoas, sobre as quais exerceu sua influência.

 

A idéia, uma vez revestida de palavra, pode ter mais concretude do que as coisas. Pessoas sofrem, matam e são mortas por causa de idéias. As coisas só valem para nós se possuem significados que nos afetem para o bem ou para o mal.

 

Não há pessoas mais gravemente enfermas do que aquelas infectadas por uma idéia perniciosa.

 

As idéias religiosas são aquelas que mais influem no destino da humanidade.

 

São as idéias a causa dos fatos históricos e não a ação dos seres humanos. Estes nada mais são do que veículos das idéias em cada período da história da humanidade.

 

As idéias, como seres virtuais, têm uma duração indeterminada. Povos e seres humanos são seus veículos de manifestação. Ora se tornam dominantes, ora recessivas, segundo os tempos e os lugares.

 

Somos “possuídos” por idéias e nos tornamos seus veículos. Idéias são entes imateriais que atravessam séculos e as pessoas são seus "médiuns”. Porque as idéias são intangíveis, elas parecem imortais. Assim podemos perguntar-nos que idéias somos e, não, que seres somos. As idéias, como os genes, sofrem mutações para adaptar-se às novas circunstâncias, mas não mudam a sua natureza original.

 

          Há idéias e ideais que se alimentam do sangue humano. Por causa delas, milhões de pessoas morrem, não de doenças e fome, mas das carnificinas decorrentes de guerras, guerrilhas e revoluções.

 

O mundo é movido por idéias e não por pessoas. Os líderes de cada país, consciente ou inconscientemente, são instrumentos de idéias construtivas ou destrutivas.