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FELICIDADE

 

 

 

Quem mesmo sendo feliz,

Não guarda uma cicatriza?!

Geralmente a felicidade estimula a generosidade.

Felicidade e prazer se equivalem: felicidade é um prazer e o prazer nos dá felicidade.

Felicidade é aquele estado em que nada desejamos.

FELIZ É

 

Quem ama muitas pessoas.

Quem ama tudo o que faz.

 Quem não se apega a tudo o que ama.

 Quem sempre está satisfeito com o que tem.

 Quem perdoa os inimigos e até consegue transformá-los em amigo.

 Quem sabe agir de maneira adequada a cada situação.

 Quem sabe reconhecer os seus erros e tenta corrigi-los.

 Quem faz da meditação um hábito diário.

 Quem busca incansavelmente a sabedoria.

Quem considera o que tem como uso e não como posse ou propriedade.

Quem não teme a morte e nem fica à sua espera.

Quem só se afasta dos outros nos momentos de meditação.

 Quem procura descobrir e desenvolver as suas potencialidades.

Quem sabe extrair dos outros o melhor deles mesmos e dar a quem o deseja o melhor de si próprio.

 

Por que alguém nos deve fazer felizes?

Se não nos fizermos felizes, ninguém mais no mundo poderá fazê-lo.

 

A felicidade não se guarda:

é para consumo imediato.

 

É uma infelicidade a ânsia de ser feliz.

 

O que seria a felicidade perfeita, se cada pessoa a concebe de modo diferente?

 

Embora as pessoas busquem a felicidade, há algumas que parecem ter uma incrível inaptidão para isso.

 

E há, ainda, pessoas que fazem de suas vidas uma infelicidade crônica.

 

Há momentos na vida em que algumas pessoas sentem vergonha de ser felizes. Nas pessoas sensíveis, o sofrimento dos outros abala a sua felicidade. 

  

 A vida feliz, para muitas pessoas, tem os seus fantasmas.

 

Muitos de nós somos consumidores compulsivos, condicionados pelas estratégias da mídia. Até a felicidade pode tornar-se um bem de consumo.

 

É natural ao ser humano a busca pela felicidade. Mas, a felicidade não é algo monolítico. Ela é feita de momentos que nunca se repetem.

 

Quem se julga infeliz geralmente vive a destilar o seu azedume. Sofre e, algumas vezes, constrange os outros.

 

Vencer não é uma obrigação. Por isso, há tantas pessoas infelizes.

 

Há pessoas infelizes por causa da felicidade dos outros.

 

A felicidade é uma experiência que independe da qualidade moral de cada pessoa. Os bons e os maus podem ser felizes ou infelizes, segundo as circunstâncias.

 

Ser feliz não é apenas a arte de usufruir os momentos de felicidade, mas também a consciência de que, em algumas situações, podemos ser privados dela, ao menos temporariamente.

 

Quem acredita que a verdadeira felicidade só existe no Além, está perdendo a oportunidade de se sentir feliz na vida terrena.

            Não fomos destinados para a felicidade ou a infelicidade. As circunstâncias e o nosso modo de lidar com elas é que nos fazem felizes ou infelizes.

Ninguém tem o dever ou o direito de ser feliz. A felicidade é uma experiência que nos acontece nas mais diversas circunstâncias.

Quem deseja o que não pode, é infeliz. Quem deseja o que pode, mas ainda não o conseguiu, também é infeliz, porque vive ansioso nesta espera. O desejo e a esperança são, na verdade, a mesma coisa.

            A felicidade, em certos casos, pode ser inercial, impedindo a ação transformadora. Se fosse contínua seria anestesiante. A dor, em certos casos, é o tempero da vida.

A felicidade nos faz melhor. É um sentimento tão grande que nos afoga. E se expande para fora de nós sem que possamos contê-lo.

Como pode ser feliz uma pessoa que vive permanentemente receosa de ser condenada ao inferno por causa de seus hipotéticos pecados?]