| Página inicial
FÉ
Uma fé muito forte provoca o evento da probabilidade desejada. Saber pedir é ter fé no que se pede.
É quando a vida nos reduz a escombros Que a nossa fé nos ergue pelos ombros.
Muitas vezes é a dor que ensina Que a fé é a melhor morfina. A fé é a força que move a vontade. Na quase totalidade das pessoas, a vontade é inercial. Fé é certeza subjetiva. É confiança na existência daquilo que não se vê. Fé é a confiança que dispensa provas.
A fé é a maior aventura existencial. Para os fracos, ela constitui abrigo, segurança. Para os fortes, a fé é uma aposta, uma aventura arrojada, um mergulho no Desconhecido. A fé do fraco é acomodação às circunstâncias, sujeição ao que se julga imutável. A fé do forte é a certeza da superação de todas as circunstâncias, de algo maior do que as limitações do presente, a antecipação de um futuro aparentemente improvável. A fé não é a afirmação do absurdo, mas a conscientização de que o absurdo é não ter fé.
A fé é a certeza sem prova. A ciência é a probabilidade da certeza.
A fé é o recurso extraordinário do homem para resolver problemas que a razão não consegue.
A crença é a ilusão que nos sustenta no mundo e sustenta o próprio mundo.
Tudo é um ato de fé.
E a fé que tudo sustenta é também insustentável alicerce assentado, sobre o solo do vazio. Onde está o chão do mundo?
A fé é a vontade que se
fez poder. Religião é essencialmente fé. Quem não tem fé não tem religião. Quando a fé morre, vira teologia.
Porque ainda somos cegos, A fé é uma forma de esperança. A esperança é uma paciência duradoura. A fé não necessita do milagre. Se necessitasse, não seria fé.Crentes e ateus praticam as mais belas ações, como também as mais abomináveis. A fé ou a falta de fé não os torna melhores ou piores. A famosa “noite escura da alma” resulta da relutância de certos místicos em aceitar a dúvida em sua fé. Por isso, quando passam por essa experiência, buscam angustiadamente recuperar a fé abalada ou mesmo perdida.
|