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ATEÍSMO
Se o ateísmo dominasse o mundo, ninguém mais morreria ou mataria em nome da religião. Mas, se o ateísmo passasse a perseguir e/ou matar as pessoas religiosas, agiria como se fosse uma religião.
O ateu é geralmente uma pessoa odiada. Ela tem, contra si, o rancor e o desprezo dos fiéis de todas as religiões. Por isso, dificilmente um ateu declara sua posição filosófica, temendo ser discriminado na sociedade.
Se Deus não existe ou está morto, por que os ateus se preocupam tanto com ele?
Certos líderes religiosos fazem mais mal à religião do que os ateus.
Felizmente, o ateu não mata ninguém em nome de Deus. Se todas as pessoas fossem atéias, ninguém mataria ou morreria em nome de Deus, mesmo que Deus existisse. Elas matariam ou morreriam, porém por outros motivos. Ou seja: as pessoas são as mesmas, quer acreditem ou não acreditem em Deus.
Quando algo de ruim acontece a um ateu, os crentes declaram que foi castigo de Deus. Mas se o mesmo ocorre com um crente, eles afirmam que foi a vontade de Deus. Os religiosos acreditam que tudo mal que nos afeta resulta de castigo de Deus, do destino, ou de conseqüências de vidas passadas.
Os ateus não acreditam em Deus e se empenham em convencer os crentes de que Ele não existe. Por que se preocupam com isso? Afinal, o problema é dos outros. Pelo jeito, os ateístas querem salvar os crentes da ilusão de Deus. Não é isso uma forma de proselitismo, o proselitismo ateu?
Um autêntico ateu não deve preocupar-se com as pessoas que acreditam em Deus. Nem demonstrar interesse em convencê-las do contrário, pois o ateísmo verdadeiro não é uma religião profana à procura de adeptos. Por que deveria o ateu tentar salvar as pessoas da perigosa ilusão da existência de Deus? Se ele assim proceder, estará fazendo de sua crença uma missão salvacionista.
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