Vida

O mais impressionante não é a vida ter sido o resultado de um “feliz acaso”, mas o de ter produzido um espécime capaz de pensar sobre ela.

 

A vida é uma troca permanente. Cada ser está tomando algo de outro e sendo desfalcado por outro. Quem pensa que acumula, vive na ilusão. A vida é exuberantemente rica e gastadora. Sua riqueza é interminável. O que não circula, apodrece. Viver é gastar-se. Quem morre, pensando ter-se poupado, gastou-se sem saber e sem viver em plenitude.

 

Organismos simples, com uma única célula e sem cérebro, sabem reagir ao ambiente em que vivem.

 

Onde se situa o programa que faz com que estes organismos apresentem um comportamento adequado e coerente aos estímulos recebidos?

 

Se programa é cérebro, como explicar a existência de um programa na ausência de cérebro?

 

Comportamento pressupõe cognição. Cognição produz comportamento. Comportamento é cognição em  ação.

 

O que faz com que uma bactéria modifique o seu comportamento e se adapte às mais diversas alterações ambientais, inclusive a antibióticos? A adaptação não é uma ação inteligente? Se a adaptação não fosse um comportamento inteligente, há muito as bactérias teriam sido vencidas pelo homem tido como mais inteligente. Mas onde está a mente da bactéria, capaz de se rivalizar com a mente complexa do homem. Como um ser sem cérebro pode medir-se, na batalha da vida, com outro ser com cérebro?